Veja só como ir ao dentista é mais importante do que você pensava!

Gengiva doente, corpo doente
Periodontite 2

Por Dr Luiz Rodolfo-  Blog Cremer

Você não concorda com o título acima? Por acaso a gengiva não faz parte do seu corpo? Os espaços entre os dentes e as gengivas, escondem uma gama impressionante de bactérias causadoras de doenças. E se aquele bichinho que está causando inflamação na sua gengiva pegar carona pela sua corrente sanguínea e for parar em outro órgão, como por exemplo, o coração? Ou se você aspirar esses micro-organismos causadores de doenças e eles forem parar nos seus pulmões? O que você acha que pode acontecer?

Cada vez mais os estudos comprovam e corroboram que doenças da gengiva e inúmeras doenças do corpo se relacionam. A relação com o diabetes é o caso mais emblemático e talvez o mais estudado ultimamente. O portador de diabetes, que tem doença na gengiva, deve fazer um tratamento e controle rigoroso, concomitante com o médico e o dentista. A doença Periodontal atrapalha a estabilização da glicemia e vice versa, sendo que a glicemia alta prejudica a cicatrização da gengiva. É uma bola de neve que necessita de uma abordagem multidisciplinar.

A relação de doenças é grande, incluindo abcessos cerebrais, endocardite bacteriana, isquemias cerebrais, pneumonia bacteriana, artrite reumatoide e a ocorrência de partos prematuros. É impossível separar sua boca do restante do corpo, por isso a precaução de doenças da gengiva vai ajudar a prevenir dezenas de males. Veja só como ir ao dentista é mais importante do que você pensava!

O que temos que ter em mente é que a boca é a porta de entrada do nosso organismo. Lembre-se: se o tapete que fica em frente à porta da sua casa estiver sujo, todo mundo que pisar ali e entrar, vai espalhar na sua casa a sujeira para os outros cômodos. Conserve seu sorriso, dentes e gengivas sempre procurando um dentista para fins preventivos. Seja esperto e se proteja antes mesmo da doença aparecer.

Especialista em Periodontia –

Bactérias – uma invasão na boca

Cárie, gengivite, periodontite: essas palavras estão na boca de todos, mas o que realmente significam?


Cerca de 50 bilhões de bactérias habitam a boca de cada indivíduo. O tipo mais perigoso é o “estreptococos”. Eles se sentem mais felizes sobre os resíduos que aderem à superfície dos dentes e vivem principalmente de açúcar. Isso produz ácidos orgânicos que dissolvem cerca de 2,5 milímetros da camada protetora do esmalte. Se os germes penetram tão profundamente como a dentina, cavidades de cáries podem surgir nos dentes. Sem tratamento, a polpa dental torna-se inflamada e dor intensa é o resultado.


Evite alimentos açucarados

Evite alimentos açucarados

Bactérias como essas se instalam nos nichos de retenção da superfície oclusal (superfície de mastigação) entre os dentes e ao longo da margem da gengiva ao redor dos dentes. Em outras palavras: nos lugares mais difíceis de removê-las e onde elas podem se desenvolver tranquilamente. Porque as bactérias convertem carboidratos em ácidos, a deterioração dos dentes é provocada por doces, alimentos e bebidas que contém açúcares (incluindo a frutose e lactose). Se tudo isso ainda é somado a ácidos encontrados em sucos ou frutas, o esmalte vai sofrer novos ataques.


A periodontite é generalizada

A periodontite é generalizada

Enquanto a cárie destrói o dente de forma individual, a doença periodontal afeta as estruturas adjacentes – em primeiro lugar as gengivas e depois, gradualmente, o ligamento periodontal (que conecta a raiz dental com a parte óssea) e o osso. A doença periodontal também é causada por bactérias e ocorre lentamente ao longo de décadas. Ao contrário da cárie dentária, danos ao periodonto dificilmente podem ser reparados e muitas vezes a perda do dente é o resultado. Pior ainda: o risco de doenças cardiovasculares aumentam com a doença periodontal . Os primeiros sinais de periodontite incipiente são gengivas inflamadas (gengivite). Sangramento nas gengivas são, muitas vezes, uma indicação clara de periodontite. Uma em cada cinco pessoas com mais de 40 anos de idade é afetada.


Mudança de paradigma na profilaxia

Mudança de paradigma na profilaxia

Cada vez mais os profissionais de saúde oral estão ampliando o trabalho de prevenção contra a doença periodontal. A moderna profilaxia periodontal previne automaticamente contra cáries, porque tem como objetivo a remoção da placa bacteriana. Limpar os dentes e espaços interdentais é fundamental para manter os dentes por toda a vida. E isso requer uma escova dental de boa qualidade, uma escova interdental e fio dental. A cárie pode ser reparada. A gengivite pode ser curada (e muito facilmente com escova e fio dental). Mas a doença periodontal não tem cura. A boa higiene oral é a melhor maneira de prevenir esse processo – ainda mais porque isso pode ser um verdadeiro prazer quando se usa os produtos corretos.

Fonte:Curaprox

Tratamento de doença periodontal auxilia paciente com HIV

Tratamento de doença periodontal auxilia paciente com HIV

Uma pesquisa que relaciona a presença do vírus HIV com a periodontite, realizada pela Faculdade de Odontologia da USP, apontou que o tratamento das doenças periodontais pode auxiliar na imunidade do paciente soropositivo.

Isso porque a doença periodontal tem uma resposta inflamatória e, se controlada e tratada, pode impedir que o organismo “dedique” energia para a enfermidade bucal. “Se a doença periodontal for constante, ela debilita o organismo, que terá de usar os recursos imunológicos para o problema bucal”, explica Giuseppe Alexandre Romito, especialista em Periodontia do Departamento de Estomatologia da Universidade de São Paulo.

Ele explica que o portador de HIV já tem uma queda imunológica brusca a qualquer agressão infecciosa, por isso, o tratamento das doenças crônicas, incluindo as periodontais, ajuda o organismo a não ser ainda mais debilitado. “Se houver um tratamento preventivo, por exemplo, diminui-se significativamente o risco de consequências imunológicas”, diz.

Resultados
Pelo estudo feito pelos especialistas, foi apontado que aproximadamente 30% dos pacientes que não conseguem tratar a inflamação sofrem com perdas ósseas.

Alguns estudos já encontraram relações entre a periodontite e outras doenças crônicas, como a diabetes, doenças renais e osteoporose. Segundo Gilberto, a ideia da pesquisa era testar se os pacientes imunossuprimidos pelo HIV teriam uma melhora dos parâmetros sistêmicos após o tratamento.

Foram avaliados indivíduos soropositivos que tomavam a terapia antirretroviral (coquetel) por no mínimo três anos, sem mudança no tratamento durante o período. A avaliação do pacientes foi realizada tanto no âmbito clínico da odontologia quanto nos indicadores médicos e, depois de alguns meses, foi observada uma redução da quantidade de vírus no organismo. “Encontramos uma relação positiva entre o cuidado com a doença periodontal e da saúde do paciente”, comemora.
Via Terra

Feche a Boca para a Perda Óssea

 Feche a Boca para a Perda Óssea

Alguns fatores, como alterações hormonais, trauma oclusal e periodontite com presença de tártaro, além de fumo e álcool, podem levar à perda óssea, que tem como conseqüência a diminuição na qualidade da mastigação, podendo trazer problemas nutricionais e digestivos. Saiba como prevenir esse mal e mantenha sua boca saudável.

Um sorriso bonito e saudável é o que todo mundo quer. Mas saiba que para manter os dentes sempre em ordem é preciso ter disciplina e tomar alguns cuidados.

Fazer a higiene correta de toda a boca, por exemplo, é imprescindível para evitar um grande mal que afeta muitas pessoas, a placa bacteriana. Ela, com o tempo, pode se mineralizar, formando o tártaro ou o cálculo gengival. “Juntos, a placa e o tártaro deslocam as gengivas da destruição das fibras que prendem o dente à gengiva. Se essa alteração não for tratada, a estrutura óssea que sustenta o dente poderá se comprometer e, a longo prazo, poderá ocorrer a perda do elemento dental. Esse abalo na estrutura óssea é denominado periodontite (doença periodontal)”.

Um dente perdido compromete toda a harmonia do sorriso. Por isso, é necessário realizar consultas freqüentes ao dentista, que irá fazer uma avaliação da saúde bucal e, se necessário, solicitar exames complementares, como radiografia e/ou densitometria óssea (exame que detecta o grau de osteoporose).
Fazer a checagem hormonal (principalmente nas mulheres em menopausa), evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, de determinados medicamentos e o tabagismo contribui para deixar a periodontite longe da boca.

No dia-a-dia, além da higiene correta, é necessário ficar atento à alimentação também. “A falta de alguns minerais e vitaminas, principalmente cálcio e vitamina D, são vitais para manter a saúde dos ossos”, esclarece o cirurgião.

O principal objetivo do tratamento periodontal é a remoção de tártaros (cálculos dentários), para evitar que ocasionem a perda óssea. Caso ela já esteja em andamento e tenha origem traumática, é preciso fazer os devidos ajustes nos dentes, se for conveniente, ou corrigi-los com Ortodontia, dependendo do caso. “O profissional deve verificar também se não há nenhum agravante de ordem sistêmica, como disfunção hormonal”, diz.

Agora, se a estrutura óssea já estiver perdida, nos casos de periodontites ou de traumas oclusais, a reparação é dada por meio de enxertos ósseos.

Enxerto Ósseo
Esse procedimento é muito utilizado hoje em dia, tanto na Implantodontia quanto na Periodontia. Quando um dente é perdido, o osso da boca encolhe de altura e de largura, impossibilitando a colocação do implante. Para sustentar o dente, os enxertos são colocados em pedaços ou moídos junto a outros componentes auxiliares.
Nos implantes, os pinos de titânio atuam como raízes dentárias artificiais, tornando-se parte integral do osso mandibular ou maxilar. Para a correta acomodação do implante, é necessária a presença de osso. Caso isto não ocorra, utilizam-se enxertos ósseos.

Inúmeros materiais podem ser empregados (osso humano, osso bovino e compostos à base de hidroxiapatita). Enxerto ósseo autógeno (osso coletado do próprio paciente).

Entenda como tudo começa…
A doença periodontal inicia-se com uma gengivite marginal e progride para uma periodontite, momento em que se inicia a perda óssea. Caso não seja tratada leva à perda do dente. A placa bacteriana não removida se mineraliza, transformando-se em cálculo ou tártaro dos dentes, que são estruturas duras, difíceis de remover.

Via Uol

Estudo investiga ligação entre saúde bucal e doença renal

Estudo investiga ligação entre saúde bucal e doença renal
por Dental Tribune Internacional

As bactérias podem entrar na corrente sanguínea através dos tecidos da gengiva inflamada e causar danos nos rins. (Foto: Ilustração / Shutterstock)06/06/2013

SAN FRANCISCO, Califórnia, EUA: Embora pesquisas médicas anteriores já tenham mostrado que a doença periodontal pode afetar órgãos importantes como o coração, novos estudos examinaram a relação entre a infecção da gengiva e doença renal. Agora, pesquisadores americanos estão prestes a começar um estudo para monitorar a progressão da doença renal em pacientes que receberam tratamento para a doença periodontal.

Os pacientes incluídos no estudo terão tanto doença periodontal como doença renal. Dois terços receberão tratamento periodontal imediato e o restante receberá o atendimento odontológico somente se for medicamente necessário. A função renal dos pacientes irá ser medida por meio da análise de biomarcadores associados com danos nos rins no sangue e na urina. Os pesquisadores planejam seguir os pacientes durante um ano como um estudo piloto. “Se pelo menos começarmos a verificar que o tratamento da doença periodontal pode retardar a progressão da doença renal faremos um avanço enorme com uma política dental para atendimento dos pacientes com doença renal crônica “, disse Vanessa Grubbs, professora assistente da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Francisco, que está conduzindo o estudo. Como ambas as doenças afetam as populações mais pobres, ações como por exemplo, o financiamento de atendimento odontológico para pessoas em todos os níveis de renda pode ajudar a prevenir a doença renal. “É certamente mais barato do que pagar por atendimento odontológico preventivo de diálise”, enfatizou Grubbs. A pesquisa recebeu financiamento do National Institutes of Health.

O Tratamento que pode salvar um dente…

http://youtu.be/zrpA3jdH3Og

A boca é uma cavidade que aloja dentes, saliva e um conglomerado de centenas de bactérias (além de vírus e fungos), capazes de se organizar em comunidades.

As comunidades que se estabelecem sobre os dentes,(preferencialmente na junção dos dentes com as gengivas) dão origem a placa bacteriana ou placa dentária.

Se não for removida a placa vai proliferando em número de bactérias, no volume e, graças ao constante banho de saliva rica em cálcio, torna-se endurecida e passa a receber a denominação de “cálculo ou tártaro”.

Essa placa endurecida, ou tártaro, ajuda a reter ainda mais placa bacteriana nas suas porosidades. Isso permite que as bactérias existentes irritem os tecidos das gengivas, formando a gengivite, doença caracterizada por sangramento e inflamação das gengivas.

Se esse processo não for contido, pela eliminação das bactérias na higiene bucal diária e durante a intervenção profissional, pode evoluir para uma destruição gradual das fibras e do osso de suporte dentário, iniciando a bolsa periodontal, marca clássica da periodontite, que nada mais é do que a doença periodontal associada a destruição dos tecidos de suporte dentário.

Se na fase de periodontite não houver a intervenção profissional para reinstrução da prática de higiene bucal que permitiu ao paciente chegar esse ponto mais a raspagem o alisamento e o polimento dentário no consultório dentário, o processo tende a prosseguir e a agressão das bactérias aos tecidos poderá culminar na destruição plena dos tecidos periodontais de suporte e levar a perda do dente.

Isso se deve ao fato de que as bactérias, por não terem a sua trajetória interrompida, continuam proliferando e liberando suas toxinas que provocam as reações de resposta do organismo, capazes de culminar com a destruição das bases de suporte dos dentes.

Quando os raspadores periodontais entram em campo no tratamento profissional, somados a adequação dos hábitos diários de higiene dos nossos pacientes, as gengivas tendem a responder de forma positiva, aderindo-se novamente aos tecidos dentários descontaminados.

O tratamento de raspagem dentária segue dois momentos distintos:

a-) Remoção das bactérias e depósitos amolecidos fixos as estruturas dentárias ( RASPAGEM).
b-) Alisamento de eventuais rugosidades deixadas nas superfícies dos dentes, pela remoção oriunda da raspagem ( ALISAMENTO)
Ao final recomenda-se ainda um polimento dos dentes, provido de pastas polidoras repletas de flúor para auxílio na recuperação daquelas estruturas dentárias submetidas ao tratamento.
Esse é o segredo do sucesso da periodontia e da prevenção voltada à preservação dos dentes!

Via Tepe

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE RETRAÇÃO GENGIVAL.

O que é retração gengival ?

É o deslocamento da gengiva, provocando a exposição da raiz do dente. Isso pode ocorrer em um só dente ou em vários.
A causa não é fácil de determinar.

Existem várias hipóteses:

Traumatismo por escovação (fricção exagerada com escova de cerdas duras);

Inflamação da gengiva pela presença da placa bacteriana;

Trauma oclusal (forças excessivas sobre o dente causadas por má posição dos dentes ou por restaurações “altas”);

Restaurações desadaptadas na região gengival;

Posição alta dos freios labiais e lingual;

Movimentos ortodônticos realizados de maneira incorreta;

Dentes apinhados (encavalados);

Pouca espessura do osso que recobre a raiz.

Nesse link do YOU TUBE : http://youtu.be/1auH6QheK-s
as causas e consequências das retrações das gengivas estão muito bem ilustradas e servem de boa orientação para as pessoas saberem como prevenir e lidar com esse problema.

Complementando, recomenda-se escovação com técnicas e recursos adequados, escovas de cerdas macias ou extra macias, e uma avaliação rotineira desse risco e das causas das retrações com o seu dentista.

Alguns cremes dentais, de menor abrasividade e repletos de substâncias dessensibilizantes, podem ajudar a conter a sensibilidade dentinária, muito comum nessas situações clínicas.
Via Tepe