Cuidar da gengiva aumenta a imunidade de pacientes com HIV

 

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Foto: Natalia Gaak NWH / Shutterstock

Durante a pesquisa, foi constatado que algumas bactérias causadoras da periodontite tinham a capacidade de modificar as funções do vírus que causa a AIDS
Com o tratamento da periodontite, o número das células de defesa do organismo, chamadas linfócitos CD4, aumentavam, segundo pesquisa
Um estudo realizado por profissionais das principais instituições de ensino do país – USP, UNIP e UNICAMP – concluiu que cuidar da saúde periodontal pode aumentar a imunidade de pacientes com HIV.

Para entender a pesquisa é necessário saber que a doença periodontal é uma infecção forte na gengiva que provoca sangramento, perda de estruturas ósseas e, em alguns casos, perda do dente. Por ser uma infecção, há a presença de bactérias que, além da boca, podem se espalhar pelo organismo.

“Durante a pesquisa, percebemos que algumas dessas bactérias tinham a capacidade de modificar as funções do vírus que causa a AIDS, aumentando sua capacidade de se multiplicar, por exemplo”, diz Renato Corrêa Viana Casarin, professor do curso de Mestrado em Odontologia da UNIP e co-autor da pesquisa.

A partir disso, foi possível associar as infecções gengivais com a queda da imunidade de pacientes soropositivos. Ou seja, prevenindo ou controlando a periodontite é possível reduzir as bactérias que estimulam o vírus da HIV e, conseqüentemente, a quantidade de vírus no organismo.

“Já se sabe que quanto menos carga viral, maior a imunidade do indivíduo que possui o HIV. E isso ficou bastante claro em nossa pesquisa que, com o tratamento da periodontite, o número das células de defesa do organismo, chamadas linfócitos CD4, aumentavam”, diz o especialista.

Durante todo o tratamento e pesquisa o cuidado com a doença bucal sempre foi reforçado com informações sobre o benefício de se tratar a inflamação da gengiva e técnicas de escovação e remoção de placa bacteriana.

Saúde bucal e qualidade de vida
Com base nos resultados, os especialistas envolvidos na pesquisa garantem que ter uma higienização bucal impecável ajuda, e muito, a melhorar a saúde e a qualidade de vida dos portadores do vírus HIV.

“Os portadores do vírus HIV devem ter um rígido controle de sua saúde bucal, visitando o dentista frequentemente (período que varia de 3 a 6 meses, dependendo da indicação do profissional). Esses pacientes inclusive podem apresentar outros problemas bucais associados a presença do vírus HIV, sendo o diagnóstico e o tratamento precoce de grande importância para o tratamento e, consequentemente, para a saúde geral”, diz Renato.
Via Terra

USP procura voluntários para pesquisa sobre bruxismo

USP procura voluntários para pesquisa sobre bruxismo

Muitas pessoas apertam e rangem os dentes enquanto dormem. E este é um problema progressivo que pode desgastar e até mesmo amolecer os dentes. O resultado é dor de cabeça, na coluna, fratura no dente, entre outros.

O Projeto Bruxismo, da Faculdade de Odontologia da USP, procura voluntários que sofrem com o problema para desenvolver o melhor tratamento inicial para o distúrbio – se deve começar com fisioterapia ou odontologia.

Para testar a eficácia inicial dos dois métodos juntos, serão aplicados dois tipos de intervenções fisioterápicas – alongamento muscular e massagem e terapia de relaxamento e imaginação – e o tratamento odontológico.

Os candidatos devem ter entre 18 e 60 anos, ter bruxismo, sentir dores em regiões como maxilar, pescoço e trapézio, e não terem desgastes dentais muito acentuados, nem mais de dois dentes faltantes.

O próximo passo são avaliações de fisioterapia e em seguida a escolha de um dos tratamentos. Depois serão feitas análises da qualidade do sono, da saúde bucal, dos níveis de ansiedade, estresse e depressão, além da medida do limiar de dor da sensibilidade dentária.

Os cadastros para triagem podem ser feitos pelo telefone (11) 4786-5844 ou pelo e-mail bruxismo.usp@gmail.com.

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