Cardápio para quem extraiu o dente do siso

Quando não há espaço para o desenvolvimento do dente do siso  ̶  último molar de cada lado − o procedimento adequado é a extração. A cirurgia é simples. Na maioria dos casos, exige anestesia e envolve a abertura de acesso na gengiva, a remoção do dente e a sutura (costura).

Durante o pós-operatório, que dura pelo menos três dias, o paciente deve seguir orientações como: repousar, não praticar atividades físicas, não se expor ao sol, não fazer sucção na ferida e aplicar gelo no local.

Outro cuidado depois da extração é a alimentação: “No primeiro dia de pós-operatório, a alimentação deve ser líquida e fria. Líquida para que resíduos dos alimentos não entrem no local ou fiquem presos aos pontos. E fria para não formar edema”, explica a cirurgiã-dentista e odontopediatra Silvana Ribeiro Roda.

Já no segundo dia, a alimentação pode estar à temperatura morna e no terceiro dia, se o paciente se sentir bem, a refeição pode ser oferecida à temperatura normal, mas sem que haja mastigação na região. “O oferecimento da alimentação em pedaços moles deve sempre respeitar a aceitação do paciente”, aponta Silvana.

Cuidados reforçados

Além da temperatura e da consistência da alimentação, a higienização dos alimentos e dos utensílios utilizados para o preparo da refeição contribui para prevenir riscos de infecção, já que o local da cirurgia está em processo de cicatrização.

Uma boa dica de limpeza é diluir uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água corrente e deixar os utensílios de molho por 10 a 15 minutos. Após o período, deve-se passá-los em água corrente. Isso pode ser feito tanto com liquidificador, talheres e peneiras quanto com alimentos como os legumes, por exemplo.

Para secagem dos utensílios, prefira papel toalha ou deixe-os secar naturalmente no escorredor. Evite o pano de prato: ele pode ser um ambiente favorável para crescimento de bactérias.

Recuperação com sabor

Ficar sem alimentos sólidos pode parecer incômodo, mas prezar pelos sabores de que você gosta facilita o processo! Confira o cardápio preparado por Rafaela de Campos Felippe, nutricionista e especialista em nutrição clínica. Ela selecionou opções leves e preparou uma receita especial de sorvete caseiro, muito mais saudável do que o industrializado.

Exemplo de Cardápio (1º dia pós-cirurgia)

Café da Manhã: Vitamina de Frutas

Lanche da Manhã: Creme de Abacate

Almoço: Caldo de Carne ou Frango

Sobremesa: Gelatina

Lanche da Tarde: Sorvete de Banana Caseiro

Jantar: Caldo de Legumes

Observação: atenção para a temperatura da refeição, que deve ser sempre mais fria. O caldo, após batido no liquidificador, pode ser peneirado.

Receita do Sorvete de Banana Caseiro

Ingredientes:

Bananas maduras

Modo de Preparo:

Corte as bananas em fatias e congele. Deixe de um dia para o outro no congelador. Coloque em um processador ou liquidificador e bata até adquirir consistência de sorvete.

Fonte: AquiTemSorriso

No ritmo do metabolismo

No ritmo do metabolismo

Consumir alimentos integrais pode ser mais fácil do que parece. Confira as dicas práticas de quem trouxe esse hábito para o dia a dia

Toda vez que pensamos em levar uma vida saudável, uma lista de deveres e palavras de ordem vem à cabeça: coma de três em três horas! Consuma alimentos integrais! Modere a ingestão de doces! É evidente que essas recomendações de fato fazem bem à saúde. Mas que tal garantir mais qualidade de vida sem tornar o dia a dia chato e cheio de obrigações?

A primeira recomendação de quem faz questão de ter alimentos integrais à mesa é não abrir mão dos refinados do dia para a noite. A advogada paulistana Paula Maragno começou devagar, aproveitando apenas o que havia disponível nos restaurantes por quilo próximos ao seu local de trabalho. “Estou fazendo a transição aos poucos, sem traumas. Mudanças radicais não se sustentam”, acredita. Para se adaptar ao que é oferecido nos restaurantes, ela procura substituir o arroz branco pelo integral e acrescentar grãos à salada sempre que esses itens estão disponíveis no buffet. Em casa, come bastante aveia, quinoa e trigo – integrais, é claro. “Gostaria de substituir tudo, mas nem sempre é possível. Faço o que consigo fazer, sem estresse”, diz Paula.

Acostumando o paladar

Se alguns precisam driblar a pouca disponibilidade dos integrais nos restaurantes tradicionais, outros batalham para acostumar o paladar. Segundo Tatiana Cardoso, chef de cozinha do restaurante Moinho de Pedra, em São Paulo, esses alimentos são tão ou mais saborosos que os processados – basta saber prepará-los. “Um arroz integral de boa qualidade e bem preparado fica uma delícia”, garante. Para este prato, Tatiana substitui a água do cozimento por um caldo de legumes que leva salsinha, folha de brócolis, abóbora, tomate e alho-poró. Depois de pronto, é só servir com azeite e algumas folhas de salsinha, cebolinha picada ou manjericão. Nada muito complicado, mas algo que deve ser feito gradualmente. “O ideal para quem quer introduzir integrais na alimentação diária é fazer isso aos poucos”, afirma. “A pessoa deve começar a colocar arroz integral nas refeições duas vezes por semana, depois aumentar para três, até o paladar se acostumar.”

Foi o que aconteceu com a designer Myriam Esther Boin. Seis anos atrás, ela aderiu a uma dieta macrobiótica em que alimentos integrais eram os principais ingredientes. Terminada essa fase, manteve o hábito de consumir arroz integral. Há dois anos e meio, resolveu mudar totalmente. Primeiro, reduziu o consumo de carne vermelha a quase zero, depois passou a priorizar os grãos nas refeições. Hoje, suas refeições são compostas de saladas, grãos, frutas e alimentos integrais. “Para mim, arroz integral é bom até sem nada”, diz Myriam, que afirma terem sido muitos os ganhos com a mudança de hábito: ela tem mais disposição, o intestino passou a funcionar melhor, a pele está mais viçosa e o sistema imunológico ficou mais resistente. “Nunca mais tive uma gripe”, conta.

Verdade mesmo?

Mas será que os integrais fazem realmente tão bem assim? De acordo com Carla Yamashita, nutricionista do Fleury Medicina e Saúde, o primeiro efeito visível do consumo de integrais acontece no aparelho digestivo. “As fibras proporcionam sensação de saciedade por mais tempo”, explica. Segundo ela, nutrientes, vitaminas e minerais são absorvidos mais lentamente pelo intestino, levando a uma menor absorção de açúcares e gorduras e reduzindo os níveis de glicose e de colesterol ruim no sangue. O grande ganho, no entanto, é para quem sofre de prisão de ventre. “As fibras aumentam o volume do bolo fecal e estimulam os movimentos peristálticos”, diz Carla. Em regiões onde o consumo de fibras na alimentação é alto, observa-se menor incidência de doenças como as cardiovasculares, câncer de cólon, hemorroidas e diabetes.

Carla, no entanto, faz uma advertência: junto com o consumo de integrais é preciso ingerir ao menos dois litros de líquidos por dia. Isso porque o consumo excessivo de fibras pode provocar prisão de ventre. O ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é consumir 25 gramas de fibras por dia. E a boa notícia é que, na prática, nem só de arroz se faz uma alimentação integral . Com uma fatia de pão integral, três frutas, uma cenoura crua, duas porções de feijão e uma de arroz, por exemplo, você já terá ingerido essa quantidade.

A rotina à mesa da relações públicas Sueli Godoy é exemplo disso. Ela começou, como quase todo mundo, substituindo o arroz refinado. Mas, aos poucos, resolveu variar o preparo das refeições. Passou a misturar alimentos, experimentar feijões de vários tipos e a frequentar feiras de produtos orgânicos em busca de novidades. Encontrou várias, e as incorporou à alimentação diária de maneira bem prática. “Tempero bem o arroz e coloco sementinhas e legumes. Minhas sopas sempre têm aveia, e minhas saladas, sementes de todo os tipos”, conta. Comer alimentos integrais não significa, como se pode ver, excluir o sabor da dieta. Significa, na verdade, descobrir novos gostos e um universo de possibilidades a cada dia. Bom apetite!

Fonte:Fleury-medicina e saúde

Sorrir só faz bem…

O riso inicia uma cadeia de reações fisiológicas. Primeiro, ele ativa o sistema cardiovascular, então a freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam. As artérias então se dilatam, levando, portanto, a uma queda da pressão. Contrações fortes e repetidas dos músculos da parede torácica, abdomen e diafragma aumentam o fluxo sanguíneo nos órgãos. A respiração forçada (o ha! ha! ha! do riso) eleva o fluxo de oxigênio no sangue. A tensão muscular diminui e nós podemos temporariamente perder controle dos nossos membros, como na expressão “ficar fraco de tanto rir”. Pessoas que sofrem de raiva crônica têm alta incidência de pressão sanguínea elevada, níveis mais altos de colesterol e ataques cardíacos. Enquanto a raiva, a depressão e frustração perturbam a função de muitos sistemas fisiológicos, incluindo o sistema imune, o riso ajuda estes sistemas a funcionarem melhor. Por exemplo, o riso ajuda o sistema a aumentar o número de células que auxiliam contra a infecção, as células T, no sangue. O riso também pode promover mudanças hormonais benéficas. Cientistas especulam que o riso libera transmissores neuroquímicos chamados endorfinas, os quais reduzem a sensibilidade à dor e promovem sensações prazeros e de bem estar.