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Saiba mais sobre a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

Quando você coloca o seu filho para dormir, já prestou atenção se ele ronca? Ronco noturno, paradas respiratórias, sono agitado e respiração bucal são sintomas da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que costuma afetar de 0,7% a 3% das crianças, sendo mais comum entre os 3 e os 6 anos de idade. A principal causa do problema nesta faixa etária é a hipertrofia (aumento) das amídalas e da adenóide. Mas não são só os sintomas noturnos que preocupam. Invariavelmente, essas crianças têm sinais de cansaço e irritação frequentes, olheiras, alteração de crescimento, são difíceis para comer, têm déficit de atenção e problemas de relacionamento por irritabilidade constante.

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Cerca de uma em cada dez crianças ronca quase todas as noites. Metade delas pode sofrer da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), doença que traz enorme prejuízo para o coração, o crescimento e o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Algumas sequelas decorrentes desses prejuízos podem se arrastar durante anos. A apneia também é fonte de muito estresse para os pais, sem conseguirem dormir direito, assustados com a dificuldade dos seus filhos em respirar à noite.
Aqui vão 8 sinais de que o ronco na criança pode estar relacionado a algo mais sério e deve ser investigado.
1. O esforço exagerado para respirar pode causar a retração (entrada) das costelas durante a inspiração.
2.Dor de cabeça pela manhã é um sinal da baixa oxigenação sanguínea e dos tecidos durante a noite.
3. Xixi na cama. Crianças com apneia do sono apresentam com maior frequência a enurese noturna causada pelo descontrole dos hormônios que regulam a produção de urina.
4. Agitação e comprometimento da atenção na escola. Muitas crianças diagnosticadas erroneamente como portadoras de TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), podem ser vítimas da apneia do sono.
5. Sonambulismo e terror noturno.
6. Todas as crianças portadoras de hipertensão arterial devem ser investigadas quanto a possibilidade de apneia do sono.
7. A Síndrome de Down aumenta muito o risco da ocorrência da apneia o que pode prejudicar ainda mais o desenvolvimento a saúde física e mental dessas crianças.
8. 30% das crianças obesas sofrem apneia do sono, o que aumenta o risco de outras doenças metabólicas e dificulta o combate da própria obesidade.
‪Fonte:‎OrtodontiaMiofuncional‬
Foto de Ortodontia Miofuncional.

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Síndrome da apneia do sono

O que é?

A síndrome da apneia do sono é caracterizada por pausas respiratórias frequentes durante o sono. Essas interrupções estão relacionadas com a diminuição da oxigenação do sangue durante a noite. Rara em crianças, pode atingir de 2 a 30% da população adulta.

Causas e fatores de risco

A apneia ocorre por estreitamento e colapso temporário das vias respiratórias superiores. As pessoas com essa síndrome geralmente são obesas ou têm sobrepeso, possuem pescoço largo, roncam e podem apresentar, além das pausas, sufocamento durante à noite.

Sinais e sintomas

Os mais comuns são ronco, pausas respiratórias, sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, depressão, perda da libido, vontade de urinar à noite, dor de cabeça na hora de acordar, além de dificuldade no aprendizado e na concentração.

Estes sintomas são decorrentes de um sono mais superficial e não reparador, causado pelas pausas respiratórias. Pessoas com apneia do sono têm risco aumentado de hipertensão arterial, infarto cardíaco e de acidente vascular cerebral (AVC). Acidentes no trabalho e no trânsito causados pela sonolência excessiva também são mais frequentes nesses pacientes.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da realização do exame de polissonografia, realizado durante toda a noite de sono para monitorizar simultaneamente diferentes indicadores, como as ondas cerebrais, os movimentos musculares e oculares, os batimentos cardíacos, o fluxo respiratório e a oxigenação sanguínea.

Os pacientes com essa síndrome apresentam pausas respiratórias, vários despertares ao longo da noite e queda da oxigenação durante os episódios.

Tratamento

Pode ser feito com o uso de aparelhos orais e a reabilitação orofaríngeas (musculatura da deglutição e respiração) com profissionais especializados.

O tratamento mais comum é por meio do uso de um aparelho chamado Continuous Positive Airway Pressure (CPAP). Este aparelho gera um fluxo de ar que aumenta a pressão das vias respiratórias, evitando a oclusão destas durante o sono. O paciente dorme com uma máscara nasal que mantém as vias aéreas abertas, sem ronco e apneias durante à noite.

O tratamento diminui o risco de doenças cardiovasculares, como o AVC e o infarto, além de reduzir os acidentes de trânsito ou de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a síndrome da apneia do sono é controlar os fatores de risco, como o excesso de peso. Ao observar excesso de sonolência durante o dia ou suspeitar que estão ocorrendo paradas respiratórias durante à noite, é fundamental procurar o médico neurologista. Quanto antes diagnosticada e tratada a apneia, melhor a qualidade de vida do paciente.

Fonte: Dr. Fernando Morgadinho, neurologista e Gerente médico do Programa Integrado de Neurologia do Einstein