Notas

Lupa para iPhone

Lupa é uma aplicação para iPhone que faz exatamente o que o nome diz, é uma lente de aumento. Pode ser útil para, por exemplo, ler letras muito pequenas:
A Lupa funciona com o flash da câmera (que pode ser desligado), o que a torna uma ferramenta bastante poderosa. Também é possível utilizar o autofocus, afastando ou aproximando o iPhone do objeto que esta sendo observado e tocando na tela. O zoom é controlado na parte inferior da aplicação.
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Saúde bucal é prejudicada por grades dentárias

Saúde bucal é prejudicada por grades dentárias

Publicamos recentemente uma matéria sobre a moda de adornos dentais . Esta moda de adorno dental pode ser considerada bonita por alguns , mas não há nada de bonito no dano que podem trazer a seu sorriso. As grades dentárias são enfeites de metal desenvolvidos em 1980 por artistas de hip-hop. Essas grades, também chamadas grills ou grillz, são removíveis e colocadas sobre os dentes anteriores. São feitas de ouro, prata ou metal incrustado com pedras preciosas e podem custar de 20 a milhares de dólares, dependendo do trabalho realizado em sua elaboração.
via terra
Foto :uol

Como evitar a contaminação da escova dental.

 

 

Não deixe sobre a pia ou esfregue na toalha de rosto após o uso!

ImagemUmidade e calor são condições ideais para o crescimento das bactérias. Para a sua escova de dente e limpador de lingua isso pode ser fatal. O ideal é guardar no armário do banheiro ou em um estojo próprio – devidamente limpos após o uso. Apesar disso, a população não cultiva o hábito de higienizar esses recursos com regularidade.

“Se não for feita a higienização correta da escova após o uso, ela se torna propícia à multiplicação das bactérias naturalmente presentes na boca e que, durante a escovação, alojam-se nas cerdas”, explicou o professor Paulo Nelson Filho, da Forp, à Agência USP de Notícias.

As bactérias da boca são capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas e nas ranhuras dos limpadores linguais.

Ele explica que, na boca, se encontram cerca de 900 espécies de bactérias, capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas dentais. Os micro-organismos se multiplicam e tornam a entrar em contato com a boca na próxima escovação, o que aumenta a probabilidade de recontaminação da boca. 

Cabe reiterar que além das bacterias – vírus e fungos habitam a cavidade bucal e participam desse processo de trocas com as escovas e limpadores linguais – aumentando os riscos a saúde.

Para o pesquisador, a higienização da escova dental deve compor a rotina das pessoas. “Assim como ninguém reutiliza fio dental ou veste a mesma roupa por dias seguidos, a desinfecção desses itens é um hábito de higiene pessoal que deve ser adquirido”, completa o especialista.

Apesar de não existirem estudos comparativos entre indivíduos que desinfetam suas escovas e aqueles que as guardam sem qualquer procedimento higiênico, Nelson Filho afirma que já foram detectados casos de pacientes cuja incidência de lesões na mucosa diminuiu depois de adotado o hábito de higienização. 

Para a higiene das escovas e de outros recursos de uso prolongado, o professor da FORP recomenda a utilização de agentes antimicrobianos disponíveis no mercado (como enxaguantes bucais), acondicionados pelo próprio paciente em frascos de plástico ou vidro, em forma de spray. O produto deve ser borrifado nas cerdas e na cabeça da escova uma vez ao dia, após a escovação noturna. 

O professor complementa, ainda, que o próprio creme dental pode colaborar para a higienização da escova e essa é mais uma importante justificativa para a inclusão desse complemento na higiene bucal.

Além disso, o usuário deve estar atento para a higienização em água corrente e secagem antes da próxima escovação. “Depois do uso, deve-se bater o cabo da escova na pia, para eliminar o excesso de água, mas nunca secá-la em toalha de banho ou rosto”, aponta o estudioso.

Em relação ao armazenamento, o professor aponta que a escova não deve ficar sobre a pia. “O banheiro é o local mais contaminado de uma casa. Temos pesquisas que comprovam a presença de coliformes fecais alojados em escovas, em função das descargas e da proximidade com o vaso sanitário.

Aqui algumas perguntas e respostas para ajudá-los a organizar um formato de higienização

As escovas dentais apresentam-se contaminadas por microrganismos?

As escovas dentais, após serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez, por 1 a 4 minutos, e armazenadas em condições usuais, podem se tornar contaminadas por diferentes tipos de bactérias, inclusive estreptococos do grupo mutans (microrganismos causadores da doença cárie), vírus, leveduras, parasitas intestinais, provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente. Pode haver contato entre escovas de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro. Também, torna-se muito difícil o controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de idade precoce, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada inadvertidamente. Dessa forma, sua desinfecção deve ser efetuada.

Como deve ser efetuada a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?

A melhor opção é lavar a escova após seu uso, remover o excesso de água e borrifar um anti-séptico acondicionado em frasco spray (adquirido em farmácias de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas, particularmente nas cerdas. Em seguida, a escova pode ser guardada no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez que o mesmo frasco para guardá-las pode ser utilizado por todos os membros da família.

Quais substâncias devem ser empregadas para a desinfecção das escovas?

O gluconato de clorexidina a 0,12% e o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% são eficazes na eliminação dos estreptococos do grupo mutans das cerdas das escovas dentais.

Como deve ser acondicionada a escova dental?

Não há que se reprovar a iniciativa da indústria, que desenvolveu modelos de escovas dentais que vêm acompanhadas de um estojo para proteger as cerdas, pois ele é útil quando guardamos as escovas na bolsa, por exemplo, evitando o seu contato com dinheiro, carteira etc. Porém, no dia-a-dia, a escova deve ser conservada em local seco, após a desinfecção com anti-séptico. Alguns estudos comprovaram que escovas dentais que permanecem fora do armário no toalete podem ser infectadas por coliformes fecais. Isso ocorre porque microrganismos como os coliformes fecais, presentes no aerossol que se forma após a descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do banheiro e proliferar. Dessa forma, após a desinfecção, as escovas devem ser guardadas no armário do banheiro.

O tipo de dentifrício empregado durante a escovação influencia a contaminação das escovas dentais por microrganismos?

A contaminação microbiana das cerdas das escovas dentais sofre a influência de inúmeros fatores, destacando-se o tipo de dentifrício, que pode conter agentes antimicrobianos como o flúor ou o triclosan, os quais ocasionam uma redução dessa contaminação. O uso de dentifrício contendo triclosan reduz em até 60% a contaminação bacteriana por estreptococos do grupo mutans, enquanto o dentifrício fluoretado reduz a contaminação em, aproximadamente, 23%.

Qual o período de vida útil de uma escova?

As escovas dentais devem ser trocadas freqüentemente: indivíduos sadios devem trocar suas escovas a cada 3 a 4 meses; indivíduos com gripe ou outras doenças infecciosas devem trocá-las no início e após a cura; indivíduos que sofreram quimioterapia ou que são imunodeprimidos devem trocá-las a cada 2 dias; e indivíduos que sofreram grandes cirurgias devem trocá-las diariamente. No entanto, essa alta freqüência de troca de escovas é inviável, sendo satisfatório um tempo de 3 a 4 meses, desde que as escovas sejam submetidas à desinfecção diariamente.

Qual o protocolo indicado para a higienização das escovas dentais?

Para o controle diário da contaminação das escovas dentais, é importante que, previamente à escovação, seja efetuada a lavagem das mãos. Após a realização da escovação, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente e deve ser realizada a remoção do excesso de umidade. Em seguida, deve-se borrifar sobre a cabeça da escova, particularmente sobre as cerdas, um antimicrobiano sob a forma de spray, sendo a escova mantida, então, em local fechado. Previamente à próxima utilização, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente. O impacto dessas medidas sobre a saúde bucal é ainda desconhecido.

 Com informações da Agência USP de Notícias , Tepe e APCD